Minha Escola Digital: Benefícios do Aprendizado online

Faculdades e universidades precisam se atentar às novas concorrências que estão surgindo, especialmente no âmbito digital. De acordo com o relatório pelo Evergreen Education Group, “Keeping Pace with K-12 Digital Learning”, no ano letivo de 2014 mais de 316 mil alunos participaram de escolas on-line nos Estados Unidos, e esse número só tende a crescer. O conceito de “minha escola”, por esse viés, está ultrapassando as barreiras locais, aumentando o alcance para além do bairro.

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A qualidade do ensino digital também está melhorando, com diversos modelos já testados e consolidados no mercado. O primeiro modelo consolidado do mercado foi a educação a distância antes da era da internet, como cursos por correspondência e transmissões de televisão e videoconferências. Hoje, existem modelos de aprendizagem assíncrona, onde os alunos aprendem em seu próprio ritmo e com seus próprios horários, como também a educação síncrona, onde estudantes e instrutores interagem em tempo real em ambientes virtuais. Além deles, existe o modelo híbrido, no qual ambos métodos são usados para melhorarem a participação cognitiva e pessoal.

Para desenvolver os cursos digitais, é necessário analisar o grau de dificuldade dos cursos e lições em questão. No Brasil, em pesquisa realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação revelou que, mesmo com laboratórios de informática em 81% das escolas públicas, apenas 59% estão sendo usados. Mesmo tendo crescido em termos de atividades realizadas, saltando de 39% para 49%, ainda há diversas barreiras que impossibilitam o aproveitamento dessas novas tecnologias. A mais citada por professores da rede pública de ensino é a baixa conectividade, ou a baixa velocidade da conexão, que impossibilita o aproveitamento desses recursos.

Por outro lado, apenas 47% das escolas privadas possuem laboratório de informática. Isso não significa que alunos da escola privada não possuem recursos necessários, e sim o contrário. Em escolas privadas, o uso da internet e novas tecnologias no aprendizado é disseminado por todo o ambiente, ao invés de um espaço dedicado para tal. Mesmo assim, a perspectiva de melhoria é boa, visto que a nova Política Nacional de Inovação Educação Conectada preza pela qualidade da conectividade, ao invés de focar apenas em equipamentos tecnológicos. Isso demonstra a tendência de diversos dispositivos serem utilizados na educação, não precisando se ater à computadores e equipamentos custosos. Aprender online pode ser feito de qualquer lugar a qualquer hora, especialmente com a disseminação de celulares e tablets cada vez mais baratos, com maior capacidade.

Em termos de otimização de ensino, ferramentas digitais, quando usadas na educação híbrida, melhoram o desempenho dos alunos, independentemente da série na qual se encontra. No ensino fundamental, elas focam no desenvolvimento lógico dos alunos, focando mais nas matérias de exatas e completamente sob o controle dos professores. Já, na escola primária, o leque de ferramentas aumenta de acordo com o curso em questão, para preparar os alunos para aprender de maneira independente quando entrarem na escola secundária e na faculdade. Entre elas, é possível encontrar cursos on-line, cursos de recuperação de crédito, programas independentes de estudo on-line e conteúdo digital suplementar para aumentar o aproveitamento e aprofundar no ensino da matéria, caso o aluno deseje ou precise.

Porque complementar a minha escola com a digital?

Existem diversos argumentos para implementar o ensino digital nas escolas tradicionais, como citado anteriormente. Existe um embate gigantesco entre o aprendizado online e as escolas físicas, mas a cada ano que passa novos argumentos acabam surgindo em prol do ensino digital. Os melhores argumentos para digitalizar o aprendizado acabam sendo:

  1. O aluno e o instrutor são liberados das limitações de tempo e espaço, podendo aprender e ensinar em diversas frentes;
  2. Estimula a interação dinâmica, estabelecendo uma aprendizagem construtiva e cooperativa em ambientes digitais integrados;
  3. Ambientes digitais são mais integrativos, evitando a pressão em estudantes introvertidos e tímidos;
  4. Ajuda a superar a falta de professores, enquanto facilita a o acesso a professores de alta qualidade para além das restrições geográficas;
  5. Permite a personalização e otimização da educação;
  6. Permite a inovação, onde novas ferramentas de aprendizagem possam ser previstas e desenvolvidas para otimizar o ensino e a absorção dos aprendizados.

Diversas outras questões, como a falta de vida social de estudantes virtuais são levantadas. No entanto, em outras épocas haviam sérias preocupações sobre o comportamento de alunos escolarizados em casa. Os rumores foram desbancados após diversos deles ingressarem em faculdades e universidades e participarem de estudos comportamentais. O que foi comprovado é o fato de que crianças escolarizadas em casa não são socialmente mais atrasadas, sendo ainda melhores devido à ausência de influências negativas. Não há razão para acreditar que a escolaridade digital afete negativamente habilidades sociais, mais do que a digitalização causa no dia a dia.

 

Paulo Gregorin é formado em Marketing pela ESPM, com certificações em Inovação e Tecnologia pela universidade de Stanford, na Califórnia. Amante de viagens e curioso por novas culturas, já conheceu mais de 50 países e nunca sai de casa sem um livro para as horas vagas.

Paulo Gregorin

Formado em Marketing pela ESPM, com certificações em Inovação e Tecnologia pela universidade de Stanford, na Califórnia. Amante de viagens e curioso por novas culturas, já conheceu mais de 50 países e nunca sai de casa sem um livro para as horas vagas.

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